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Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho reúne mais de 1 mil pessoas em Cuiabá (MT)

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Nesta quinta-feira (16), Cuiabá (MT) foi palco da 3ª edição da Conferência Internacional UNEM DATAGRO sobre Etanol de Milho, evento que se consolida, ano após ano, como um dos principais fóruns globais de debate sobre biocombustíveis.

Promovido pela consultoria DATAGRO, em parceria com a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), o evento reuniu mais de 1 mil pessoas, entre lideranças do agronegócio, executivos da indústria, representantes do setor financeiro e especialistas em energia para discutir o avanço dessa cadeia produtiva no Brasil.

A programação contou com sete painéis técnicos, e mais de 10 horas de conteúdo, que evidenciaram que o etanol de milho já não é mais um segmento complementar, mas sim um pilar relevante na produção nacional do biocombustível, e um importante integrador das cadeias produtivas do agronegócio nacional.

Confira abaixo os principais pontos discutidos em cada painel do evento.

 

Cerimônia de Abertura


A cerimônia de abertura destacou a transformação estrutural provocada pelo etanol de milho no mercado agrícola brasileiro. Especialistas ressaltaram que a expansão dessa indústria elevou o patamar de preços da saca de milho, ao criar uma demanda adicional consistente e previsível.

O setor foi apontado como vetor de desenvolvimento regional e de agregação de valor à produção agrícola. Também foi enfatizada a relevância do biocombustível para a segurança energética e para a redução de emissões de gases poluentes.

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Painel 1


O aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina foi apontado como o principal mecanismo de estímulo à demanda no Brasil. Especialistas destacaram que mudanças regulatórias nesse sentido têm impacto direto e imediato no consumo do biocombustível, criando previsibilidade para investimentos no setor.

O painel também abordou a importância de políticas públicas consistentes para sustentar o crescimento da indústria e garantir competitividade frente aos combustíveis fósseis no mercado interno.

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Painel 2


O crescimento do consumo de DDG, coproduto do etanol de milho, foi apresentado como uma oportunidade estratégica para a cadeia, com projeções indicando que o consumo nacional pode superar 10 milhões de toneladas até 2030, impulsionado principalmente pela demanda da pecuária.

Especialistas destacaram que o DDG agrega valor ao processo produtivo, diversifica receitas das usinas e fortalece a integração entre agricultura e proteína animal, ampliando a competitividade do setor.

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Painel 3


A integração entre as cadeias de etanol de cana-de-açúcar e de milho foi apontada como um dos principais vetores de crescimento do setor de biocombustíveis no Brasil.

O modelo permite otimizar ativos industriais, ampliar a produção ao longo do ano e reduzir custos operacionais. Especialistas destacaram que essa sinergia aumenta a eficiência das usinas e fortalece a competitividade do país no mercado global, consolidando o Brasil como líder da transição energética global.

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Painel 4


O mercado financeiro vem incorporando critérios de compliance ambiental e governança nas decisões de crédito e seguros para o setor sucroenergético. Durante o painel, especialistas destacaram que práticas sustentáveis e transparência passaram a ser determinantes para o acesso a financiamento.

Esse movimento reflete a crescente exigência de investidores por ativos alinhados a princípios ESG, o que pode favorecer empresas mais estruturadas e comprometidas com padrões ambientais.

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Painel 5


Novas tecnologias e a diversificação de produtos foram apontadas como caminhos para ampliar a competitividade das usinas de etanol de milho. O painel destacou avanços em processos industriais, eficiência energética e desenvolvimento de novos coprodutos.

A diversificação permite reduzir riscos associados à volatilidade de preços e aumentar a rentabilidade das operações. Especialistas enfatizaram que a inovação contínua será essencial para sustentar o crescimento do setor nos próximos anos.

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Painel 6


A infraestrutura logística foi apontada como um dos principais gargalos para a expansão do etanol de milho no Brasil. O escoamento da produção e a capacidade de armazenamento ainda representam desafios, especialmente nas regiões mais distantes dos centros consumidores.

O painel destacou a necessidade de investimentos em transporte multimodal, incluindo ferrovias e terminais, além de melhorias na armazenagem, para garantir eficiência e competitividade ao setor no longo prazo.

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Painel 7


Encerrando a programação, especialistas avaliaram o papel do Brasil no futuro da demanda global por etanol. O país foi apontado como protagonista da transição energética global, graças à sua capacidade produtiva, competitividade e experiência em biocombustíveis.

O crescimento da demanda internacional por energia limpa abre oportunidades para expansão das exportações. No entanto, avanços regulatórios, acordos comerciais e investimentos serão fundamentais para consolidar essa posição no cenário global.

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